CÔYSAS DA PAIXÃO [Capítulo #14] – As chances de reconquista
Um caminhão caçamba sai do shopping
com a carcaça do cavalo que fora de Seu Artemísio. Claudição olha
a situação, sem muito saber o que fazer. Balneária faz companhia
ao seu Artemísio, que choraminga…
ARTEMÍSIO:
Eu não sei o que é pior… se é perder o grande amor da minha
vida, o cavalo ou as duas coisas.
CLAUDIÇÃO: Detesto
dizer isso mas… eu avisei!
ARTEMÍSIO:
Você não vai mesmo respeitar a minha dor, né moleque? ='(
BALNEÁRIA:
Puxa vida, seu Artemísio… percebo que essa morte realmente tocou o
senhor =[
ARTEMÍSIO:
Você não tem ideia, minha filha… não tem ideia…
BALNEÁRIA (fazendo
cafuné em Artemísio): Mas eu imagino… o homem e seu cavalo… o
companheirismo, a face poética de uma vida…
CLAUDIÇÃO:
Poético seria levar o cavalo no veterinário e evitar essa morte
imbecil ¬_¬
ARTEMÍSIO:
Isso mesmo, Claudição! Tripudia sobre o seu velho e cansado pai!
BALNEÁRIA:
Seja mais compreensivo com seu pai, Claudição! ò.Ó
CLAUDIÇÃO:
Afff… deu pra mim! Vou embora. Se vocês quiserem ficar nessa
choradeira, o azar é de vocês…
Claudição vai embora e deixa
Artemísio desolado, recebendo colo de Balneária, que lhe dá
consolo para a situação.
ARTEMÍSIO: Dona
Balneária…
BALNEÁRIA:
Que Dona, seu Artemísio! Eu não tenho nem trinta anos… pode me
chamar só de Balneária, que eu não vou reclamar não, viu… ^_^
ARTEMÍSIO:
Então tá… Balneária…
BALNEÁRIA: Diga,
seu Artemísio.
ARTEMÍSIO:
Você acha que eu ainda tenho alguma chance com a Côysa?
BALNEÁRIA:
¬_¬
Longe dali, Dr. Dinheireri chega à
mansão da família Dinheireri um tanto cabisbaixo. Seu pai percebe a
situação e pergunta…
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Aconteceu alguma coisa, filho?
DR. DINHEIRERI:
É… aconteceu. Mas foi bom, no fim das contas.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Alguma
perfídia envolvendo a tal da Dona Côysa?
DR. DINHEIRERI:
É…
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: Eu
já havia te aconselhado, não?
DR. DINHEIRERI: Papai,
por favor…
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
E o que você pretende fazer sobre isso.
DR. DINHEIRERI:
Não sei.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Pretende reatar noivado com ela?
DR. DINHEIRERI: Acho
que não… não tem mais clima.
Seu José Roberto abre um largo
sorriso de satisfação, enquanto seu filho continua a subir as
escadas da mansão. Subitamente, José Roberto liga para Dr. Fernão.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
É o seguinte, Fernão… a interdição do meu filho foi abortada.
Pelo menos por enquanto… mas fica de olho.
No outro dia, logo pela manhã,
Balneária vai até a casa de Dona Côysa. Mas cada uma quer
especular sobre um assunto diferente…
DONA CÔYSA: E
então?
BALNEÁRIA:
Não teve jeito. O cavalo morreu mesmo… e aí o seu Artemísio
ficou…
DONA CÔYSA:
Que mané cavalo? Que mané Artemísio? Eu não quero nem saber
desses aí! Eu quero saber é do meu Dindinzão!
BALNEÁRIA: Dr.
Dinheireri?
DONA CÔYSA:
Claro! Quem mais você acha que importa pra mim?
BALNEÁRIA:
Sei lá, Dona Côysa! Eu não conversei com meu patrão de ontem pra
hoje não!
DONA CÔYSA: Mas
você acha que eu ainda consigo reconquistá-lo?
BALNEÁRIA: Ai,
puxa vida! Sei lá, Dona Côysa… Acho que não custa tentar, né.
Ele parece que gosta da senhora… Mas tem que explicar direitinho o
que aconteceu.
DONA CÔYSA:
Eu vou muito além disso! Vem comigo, agora!
Subitamente, Dona Côysa arrasta
Balneária pelo braço e as duas pegam um carro, rumo à mansão da
família Dinheireri. Depois de muito correr, conseguem chegar à
porta da mansão, bem na hora em que Dr. Dinheireri está prestes a
sair para o escritório. Dr. Dinheireri fica muito surpreso com o que
vê.
BALNEÁRIA:
Ela me arrastou até aqui, Dr. Dinheireri. Não consegui impedi-la.
DONA CÔYSA:
Dindinzinho, pelo amor de Deus! [se ajoelha] Eu não posso mais ficar
sem você!
DR. DINHEIRERI (constrangido):
Para, Côysa! Não faz isso, por favor!
DONA CÔYSA: Eu
não tenho culpa da perseguição daquele cretino!
Seu José Roberto Dinheireri ouve a
voz de Dona Coysa e decide ir até o lado de fora da mansão.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Joãozinho, meu filho! Eu
te proíbo de perdoar essa mercenária!
DR. DINHEIRERI: Papai,
deixa que eu resolvo isso aqui.
BALNEÁRIA:
Eu vi tudo, Dr. Dinheireri! Quem armou todo o circo foi o tal do
Artemísio!
DONA CÔYSA: Tem
clemência de mim, Dindinzinho!
DR. DINHEIRERI: Eu
não posso ficar com você tendo esse namoradinho como sombra.
DONA CÔYSA:
Mas eu detesto aquele imprestável! Por tudo o que é mais sagrado,
se você quiser, pode contratar um jagunço pra acabar com aquele
palerma, eu não ligo!
DR. DINHEIRERI
(se sentindo tocado): Mesmo?
DONA CÔYSA:
De coração! Não sinto nada por aquele verme. Vem pra mim que eu te
amo mais que pizza!!
DR. DINHEIRERI
(emocionado): É claro que eu vou pra você, Coysinha da minha vida!
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Não beija essa desclassificada, Joãozinho!
DR. DINHEIRERI:
Ah, papai! Não enche o saco!
Dinheireri e Dona Côysa se beijam,
sob as palmas de Balneária e os olhares irados de seu José Roberto.
Para completar a situação, Dona Côysa mostra a língua e afronta o
velho, que fica com vontade de voar no pescoço de sua futura sogra.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Agora… você não vai noivar de novo com essazinha, né!?
DR. DINHEIRERI:
É claro que vou, papai! Vem cá, Coysinha! Quer saber do que mais?
Você, a partir de agora, vai morar na minha casa!
DONA CÔYSA:
Ai, que luxo!
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
EU NÃO VOU ACEITAR ESSE ACINTE!!!! Ò.ó
DR. DINHEIRERI:
Dona Balneária…
desmarca todas as minhas reuniões de hoje. Eu quero passar todo o
meu dia ao lado da minha futura esposa.
BALNEÁRIA:
É pra já Dr. Dinheireri!
Enquanto isso, no Morro do Rato Morto…
Claudição varre a casa, tirando dali
os últimos pelos que restaram do cavalo branco. Artemísio, com
olhar de empolgação, já deixa seu filho com medo do que pode vir
por aí…
CLAUDIÇÃO:
Eu não gosto quando o senhor aparece com essa cara.
ARTEMÍSIO:
É que eu tive uma ideia excelente, meu filho…
CLAUDIÇÃO: Estou
com medo de saber…
ARTEMÍSIO: Olha…
eu percebo que o grande fracasso de ontem foi que eu fiz aquela
loucura de amor e o cavalo morreu. Isso deve ter deixado minha amada
Coysinha com uma péssima impressão.
CLAUDIÇÃO:
NÃO TENHA DÚVIDA!
ARTEMÍSIO:
Por isso eu pensei numa apresentação muito mais interessante! Muito
mais… cheia de frescor, sabe?
CLAUDIÇÃO: Papai,
chega disso! Por favor…
ARTEMÍSIO: Eu
vou colocar uma beca, e cantar uma música do Frank Sinatra pra minha
amada Coysinha. O quê que você acha? =)
- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
E agora? Será que, dessa vez, o plano
de Artemísio dará certo? Não percam o próximo e emocionante
penúltimo capítulo dessa grande história de amor, CÔYSAS DA
PAIXÃO!!!

Comente