CÔYSAS DA PAIXÃO [Capítulo #8] – O dia seguinte
Dona Côysa abre a porta de sua casa.
Balneária entra, com um pouco de constrangimento.
DONA CÔYSA:
Que surpresa você por aqui.
BALNEÁRIA:
É… apesar de a senhora ter me chamado de traidora, eu quis vir
para ver se a senhora está bem.
DONA CÔYSA:
Pode contar pro seu patrão que, apesar da vontade de morrer com uma
jaca na cabeça, eu tô viva.
BALNEÁRIA:
Ô, Dona Côysa. Eu não vim aqui por causa dele não! Eu criei um
laço afetivo com a senhora. Já te considerava minha segunda mãe!
DONA CÔYSA:
É. Mas agora, tudo acabou.
BALNEÁRIA:
E o que a senhora pretende fazer?
DONA CÔYSA: Não
sei, minha filha. Ainda estou meio anestesiada com aquela patacoada
armada pelo Artemísio.
BALNEÁRIA:
A senhora pretende tentar uma segunda chance com Dr. Dinheireri?
DONA CÔYSA:
Ah, pretendo né. Mas não sei se vai dar certo ='(
BALNEÁRIA:
Que depressamba, Dona Côysa! Levanta essa cabeça!
DONA CÔYSA: Tô
tentando… tá difícil ='(
Enquanto isso, no Morro do Rato Morto…
CLAUDIÇÃO:
Ué, papai… onde o senhor estava?
ARTEMÍSIO:
Fui no mercado.
CLAUDIÇÃO:
Pensei que o senhor ficaria o dia todo hoje na cama, entristecido.
Curtindo uma fossa…
ARTEMÍSIO: Ora,
claro que não! Fui colocar a vida pra funcionar!
CLAUDIÇÃO: É
assim que se fala, pai =D
ARTEMÍSIO: A
minha esperança não morreu… nem morrerá!
CLAUDIÇÃO:
Peraí, que galão é esse na sua sacola?
ARTEMÍSIO:
É um produto de limpeza para cavalos. O cara da venda me falou que
tem eficiência garantida!
CLAUDIÇÃO:
E pra quê você quer isso, papai!?
ARTEMÍSIO:
Ora, tá na cara que a minha Coysinha não quis subir no meu cavalo
ontem porque ele tava com os pelos meio encardidos.
CLAUDIÇÃO:
PAPAI!!! O SENHOR VAI INSISTIR!? o.O
ARTEMÍSIO:
Não posso desistir desse amor maior que a vida, maior que o tempo,
maior que as décadas!
CLAUDIÇÃO:
Pelo amor de Deus, papai. Chega dessa história!
ARTEMÍSIO:
O olhar apaixonado da minha Coysinha é a coisa mais sincera do
mundo. Os olhos dela brilham por mim. Só não vê quem não quer!
Quando eu reaparecer pra ela, montado no cavalo branco, e, dessa vez,
com o cavalo com pelo branco de verdade, aí sim ela vai se render a
esse amor profundo e eterno!
Enquanto isso, à mesa do jantar na
mansão da família Dinheireri.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI: E
os prejuízos, filho? Você vai arcar com tudo?
DR. DINHEIRERI: É
o jeito, né papai. A Côysa só não é pobretona porque recebe
dinheiro dos filhos, e os filhos são meus empregados. Eu até pago
eles bem, mas ela não tem culhões pra pagar nada desse porte.
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Tá certo… mas ainda acho que…
DR. DINHEIRERI:
Que o que, papai?
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
Pelo menos o vestido de noiva você deveria pegar de volta.
DR. DINHEIRERI: Será,
papai?
JOSÉ ROBERTO DINHEIRERI:
E como não? Aquilo lá custou mais que a Ponte Rio-Niterói! Pegar
aquele vestido de volta é o mínimo que você deveria fazer pra
amortizar um pouco do preju desse casamento frustrado!
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E agora? Será que Dona Côysa terá
que devolver seu vestido de casamento? Será que Artemísio insistirá
em tentar reconquistá-la? Não perca o próximo capítulo de CÔYSAS
DA PAIXÃO.

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